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Como se dá o desenvolvimento do desenhista – Parte I

Para alguns desenhar é um talento nato, para outros esta habilidade pode ser tanto nata quanto adquirida através de uma prática constante.

Mas, quem está certo?

O último, é possível aprender e aprimorar tanto quanto nascer com tal habilidade e aprimora – lá durante a vida; afinal, todos nós em geral somos dotados das mesmas ferramentas físicas, energéticas, astrais e mentais; é claro que existem pessoas que são dotadas de uma habilidade nata e não é à toa que elas também precisam de um aprimoramento contínuo, para cada vez mais se tornarem melhores e não ficarem para trás.

O caminho da arte é infinito e por isso nenhum artista chegará à perfeição, mesmo o maior dos artistas sempre terá que estar se qualificando. Recordo-me agora de uma máxima deixada pelo vizir egípcio Ptahotep que diz o seguinte:

“É necessário não vangloriar-se do saber e do letrado, posto que a arte não tem limites e nenhum artista alcança a perfeição.”

Desde a V dinastia os sábios já viam isso e creio que há muito tempo antes outros mestres sintetizaram com a mesma idéia.

O que atrapalha na maioria das vezes são estas travas internas que temos, negamos a nós mesmos a chance de aprender. Muitas vezes isso vem se alimentado de más experiências que promovemos, de um estudo sem direção e eficácia ou por motivos fúteis. A própria Dra. “Betty Edwards” prova através do exemplo de seus alunos que é possível desenhar de forma realista e que qualquer um pode, só que seguindo um bom método, como o que ela aplica e expõe em seu livro “Desenhando com o lado direito do cérebro”, que se bem aplicado promoverá excelentes resultados. Achei fantástico este livro por que confirmou a mim um método que eu já aplicava e não sabia, assim vos indico; pois, é de grande valia.

Existem três etapas no processo de evolução do desenhista que sempre necessitarão de aprimoramento, são elas: saber ver, saber reproduzir e saber criar. Saber ver e reproduzir geralmente é uma das primeiras habilidades que os desenhistas desenvolvem e que são promovidas em paralelo; porém nem sempre no mesmo nível, já que alguns vêem melhor do que reproduzem e vice versa. Saber criar depende muito de uma observação constante e consciente e se expressa na medida em que as duas primeiras etapas citadas anteriormente estiverem evoluídas. Criar desenhos é um processo psíquico mais complexo, que envolve atenção, imaginação, memória e discernimento. Neste momento é preciso estar atento com as informações relacionadas não só ao que você irá desenhar quanto estar ciente constantemente dos conhecimentos teóricos do desenho.

Tenham um bom final de semana!

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